Ezequiel Oficial

Reflexões sobre leitura via tirinhas de jornais

Ezequiel Theodoro da Silva
Reflexões sobre leitura via tirinhas de jornais (versão download)
Edição revista e ampliada
Campinas: Edições Leitura Crítica, 2019. 102 páginas.
LANÇAMENTO 2019
Oferta!

R$18,00 R$12,00

Ezequiel Theodoro da Silva
Reflexões sobre leitura via tirinhas de jornais (versão download)
Edição revista e ampliada
Campinas: Edições Leitura Crítica, 2019. 102 páginas.
LANÇAMENTO 2019

Descrição

Historicamente, a tirinha (em inglês “strip”) e outros recursos do chamado “jornalismo ilustrado” nasceram da necessidade de os jornais diversificarem os seus conteúdos e assim alcançar um maior número de leitores. Perspectivando essa meta ao longo do tempo, a tirinha não se voltou apenas ao tratamento de assuntos banais ou triviais; pelo contrário, ela incorporou os temas de interesse de diferentes segmentos da sociedade. Assim, engana-se redondamente aquele que pensa que o chamado jornalismo ilustrado, expresso também pelas charges e cartuns, volta-se exclusivamente a temáticas insignificantes ou ao riso descompromissado; pelo contrário, o olhar dos desenhistas procura expressar ideias relacionadas com questões filosóficas, políticas, éticas, econômicas e sociais, recheando-as de humor a fim de seduzir os seus leitores através do riso reflexivo. Quer dizer, a tirinha, igual à crônica, ao editorial ou coluna jornalística, tem um caráter fortemente opinativo, crítico, argumentativo. (…) por envolver imagens e texto, geralmente impulsionados pela figura de uma personagem recorrente e facilmente identificável, a tirinha, pelo trabalho do artista, veicula posicionamentos, questionamentos, denúncias e avaliações a respeito dos acontecimentos, dos costumes e da moral de uma época. Por tudo isto, não tenho nenhum receio em afirmar que a tirinha é um gênero textual que se comunica agradavelmente com leitores de diferentes repertórios culturais, estimulando a reflexão e a crítica.

Neste livro eu delineio uma função didático-pedagógica para as tirinhas, tentando fazer com que as minhas reflexões a partir das mesmas elucidem aspectos relacionados com as teorias da leitura. Tenho como destinatários principais os agentes de leitura: professores, bibliotecários, contadores de histórias e outros profissionais que trabalham na esfera das práticas de letramento. Assim, através de interações mais descontraídas e divertidas com os conteúdos das tirinhas, seguidas pelas minhas reflexões, esses profissionais terão a oportunidade de compreender objetivamente – ou pelo menos mais razoavelmente – as determinações e os determinantes do ato de ler. Cabe enfatizar que as reflexões e discussões aqui apresentadas seguem o caminho do livre-pensar, recuperando e tecendo ideias desenvolvidas a partir das minhas experiências docentes e investigações; creio que uma abordagem mais pesadamente acadêmica, contendo muitas vozes e citações bibliográficas, poderia comprometer a fruição prazerosa e descontraída, desejada para esta obra.

Para esta segunda edição, além de inserir novas tirinhas nos diferentes capítulos, resolvi adicionar um texto introdutório a cada um deles no sentido de aclarar as categorias (que batizam os capítulos) e assim talvez permitir uma entrada mais focada dos leitores nos campos de análise. Cabe lembrar que o meu objetivo maior é o de ampliar o repertório dos agentes de leitura no que se refere a uma compreensão crítica do ato de ler e, quiçá, levá-los a uma utilização de tirinhas de jornal (destas e de outras) junto aos grupos em que atuam. […] com mais uma edição desta obra, torno a reafirmar o meu compromisso com a democratização do livro, da leitura e biblioteca em nosso país. Passa o tempo e a paisagem da leitura, para nosso desespero, não se modifica: são milhões de analfabetos totais e funcionais, são milhares de escolas sem bibliotecas e sem computadores, são dezenas de editoras e livrarias que cerram suas portas em decorrência da falta de leitores, são incontáveis as políticas que sempre terminam em pizza nessa área (várias das tirinhas aqui analisadas atestam essa vergonha nacional). Não serão as tirinhas a curar essa imensa chaga, mas elas poderão pelo menos denunciar os seus tristes cenários.

Estrutura dos capítulos:
1. Leitura, escrita e sociedade (14 textos)
2. Leitura: natureza e atributos (14 textos)
3. Repertório ou background de leitura (07 textos)
4. Escola, ensino e leitura (08 textos)
5. Novas mídias e leitura (09 textos)

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